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08/04 - Anfavea reduziu a projeção de 2015 para 2,83 milhões de unidades

Diante da contração do mercado brasileiro, aprodução de veículos também apontou para baixo entre janeiro e março de 2015. Com 663 mil unidades feitas no Brasil, entre leves e pesados, houve retração de 16,2% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O dado foi divulgado pela Anfavea, associação que representa os fabricantes do setor. A entidade aponta que o nível é o menor para o período desde o primeiro trimestre de 2007. 

-Veja aqui as estatísticas da Anfavea

A baixa foi puxada pelo segmento de caminhões, o mais afetado pela recente queda da demanda. Foram feitos 21,6 mil veículos da categoria de janeiro a março, com queda de 49,3%. A produção caiu ainda 17,7% no segmento de ônibus e chegou a 8,1 mil chassis. Entre os leves a baixa foi de 14,3%, para 633,2 mil carros. 

Considerando apenas o volume fabricado em março, foram 253,6 mil veículos no total, com alta de 22,9% na comparação com o fraco mês de fevereiro, que teve o desempenho afetado pelo carnaval. Sobre março de 2014 o resultado do mês passado é 7% menor. 

REVISÃO DAS EXPECTATIVAS 

A performance frustrante do início do ano motivou a Anfavea a revisar as projeções para o ano. A expectativa é de queda de 10% na produção total, para 2,83 milhões de veículos. Se a perspectiva se confirmar, será a primeira vez desde 2007 que o nível de produção fica abaixo das 3 milhões de unidades. A queda deve ser puxada pelos pesados, que diminuirão em 22,5% o ritmo na comparação com o ano passado, para 134 mil unidades, entre caminhões e chassis de ônibus. O segmento de leves tende a reduzir em 9,3% o volume, para 2,69 milhões de carros. 

No início deste ano a Anfavea tinha divulgado projeção de crescimento para a produção. Era esperada a fabricação de 3,27 milhões de unidades, com evolução de 4,1% sobre o registrado em 2014. Luiz Moan, presidente da Anfavea, explica que a queda é efeito da crise de confiança que afeta o mercado brasileiro. Segundo ele, este fator é mais determinante para a queda das vendas até mesmo do que a contração da oferta de crédito. “Há um corte na produção para ajustar volume à demanda atual”, explica.

O executivo defende que o período mais desafiador para o mercado brasileiro já passou. “Tivemos um primeiro trimestre extremamente difícil. A expectativa é que o segundo trimestre seja apenas difícil.” Ainda assim, o nível mais baixo das fábricas deve se prolongar por mais algum tempo por causa dos estoques elevados. O número de veículos armazenados nos pátios das fábricas e na rede de concessionárias cresceu 9,5% entre fevereiro e março e chegou a 360,3 mil unidades no mês passado. O volume equivale a 46 dias de vendas. 

Diante da perspectiva de baixa severa nas vendas em 2015, Moan aponta que a melhor situação será ter “recuperação gradativa e consistente” nos próximos anos. Segundo ele, este cenário seria melhor do que uma retomada repentina. O executivo assegura que a expectativa de que o Brasil desça alguns degraus em vendas e produção não torna o País menos interessante para as montadoras. “É claro que as empresas que programavam investimentos decidiram esperar o cenário se firmar, mas quem já tinha anunciado está seguindo com seus planos.” Moan reforça que as montadoras estão apostando no Brasil com foco no longo prazo, não em uma condição passageira. 



EMPREGOS

O número de funcionários nas montadoras teve leve redução de 1% em março e chegou a 140,8 mil. Apesar da queda, o nível de emprego permanece bastante acima do de 2007, ano que teve nível de produção equivalente ao estimado para 2015. Naquela época as fábricas nacionais empregavam 120,3 mil pessoas. Moan assegura que, mesmo com a redução prevista para este ano, a indústria nacional não voltará a patamar equivalente ao de 7 anos atrás.

“Várias novas empresas chegaram o mercado nacional desde então, fazendo com que o efetivo aumentasse e criando nova estruturação de nível de empregos”, enfatiza. Moan admite que há excedente de mão de obra na conjuntura atual, mas que o objetivo é reter o máximo possível destes profissionais. “É importante lembrar que o nosso trabalhador é qualificado, treinado, fruto de investimento bastante alto. A última coisa que as empresas querem fazer é reduzir o nível de empregos.” 


 


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