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27/05 - Carro totalmente autônomo só depois de 2025

Apesar da forte expectativa que cerca a chegada do carro autônomo, a Bosch acredita que os modelos capazes de rodar com a tecnologia tanto no trânsito urbano quanto nas estradas só chegarão ao mercado a partir de 2025. Até lá, no entanto, os sistemas de assistência ao motorista e os modelos capazes de rodar de forma independente em situações específicas de tráfego começarão a aparecer de forma gradual e cada vez mais expressiva. 

Em sua coletiva de imprensa global, realizada em maio em Boxberg, na Alemanha, a companhia confirmou que já neste ano chegará ao mercado o primeiro carro equipado com o sistema de assistência remota ao estacionamento. A tecnologia permitirá que o condutor pare o carro em frente a uma vaga, desça do veículo e acione um comando pelo celular ou chave para que ele estacione sozinho. A novidade foi demonstrada pela companhia em versão protótipo e, apesar de impressionar, funciona apenas para vagas de 90 graus e já com o automóvel posicionado pelo condutor. 

A Bosch também anuncia para este ano a chegada ao mercado de outro sistema importante, que deve compor no futuro o carro totalmente autônomo: o suporte a manobras evasivas. Por meio de radares e câmeras, a tecnologia detecta obstáculos no entorno do veículo e permite que ele desvie e evite colisões. Em 2016 a sistemista deve começar a fornecer às montadoras o Traffic Jam Pilot. “Será a primeira situação em que o carro rodará em modo totalmente autônomo por alguns momentos”, enfatiza Dirk Hoheisel, membro do conselho administrativo da Bosch. 

O sistema funciona em situações de congestionamento, quando assume o controle da direção fazendo acelerações, seguindo em frente e freando. O condutor não precisa guiar o veículo no anda e para do trânsito, mas tem de ficar atento para monitorar a situação e assumir a direção a qualquer momento. “Fazer a transição da direção parcialmente para a altamente assistida é um grande passo tanto em termos tecnológicos quanto em termos legais”, avalia Hoheisel. 

Depois de subrir este degrau, o próximo marco para o avanço da direção autônoma prevista pela Bosch deve acontecer em 2020, com o lançamento do Highway Pilot. A novidade permitirá ao motorista entregar a condução do carro ao sistema quando o veículo estiver em rodovias. Apenas a partir de 2025 a fabricante prevê a chegada do que chama de Auto Pilot, que seria a tecnologia capaz de assumir o controle do automóvel tanto em estradas quanto em situações de tráfego urbano. 

PROTÓTIPOS

Em seu encontro bianual com a imprensa, a Bosch apresentou dois protótipos autônomos: um elétrico Tesla S e um BMW 325d com motor diesel. Ambos foram adaptados para os testes da fabricante de sistemas, com a inclusão de sensores, câmeras e um grande painel onde o condutor do veículo precisa ligar todos os sensores e radares do veículo para que ele identifique a via e outros automóveis para rodar de forma autônoma. 

A reportagem andou no modelo da Tesla na pista de testes da empresa. Apesar de ser um circuito fechado, no mesmo momento rodavam ali outros carros. Mesmo assim, a partir do momento em que o veículo passou para o modo autônomo, a pessoa responsável pela demonstração não tocou mais no volante ou nos pedais do automóvel. O veículo foi capaz de ler perfeitamente as situações de tráfego, desviar de outros carros e acelerar apenas nos momentos em que a pista estava livre. Todos os cálculos eram feitos pelo sistema durante a condução, sem qualquer tipo de memorização da pista. 

Apesar de ser capaz de rodar em velocidade maior, o carro alcançou pouco mais de 80 km/h durante o teste. Foi o suficiente para causar certa apreensão nos passageiros, afinal, é difícil confiar no sistema sem ter qualquer intimidade com ele. Atenta a este aspecto, a Bosch quer garantir que as pessoas não fiquem receosas com a tecnologia. “O autônomo precisará manter o condutor bem informado sobre os próximos passos”, lembra Hoheisel.

A companhia acredita que, além dos sensores apurados para saber o que há no entorno, manter a conectividade também será importante para o bom funcionamento do sistema de direção autônoma. Por meio de informações armazenadas na nuvem e acessadas pelo carro, o veículo poderá saber o que há quilômetros adiante e tomar decisões, como reduzir a velocidade antecipadamente ou mudar a rota. 

REDUÇÃO DOS ACIDENTES 

Apesar de a tecnologia já parecer bastante bem desenvolvida, muito próxima da maturidade comercial para ganhar as ruas, Hoheisel acredita que a indústria está em ponto crítico diante da evolução acelerada dos sistemas rumo ao carro com direção altamente assistida. O avanço tecnológico pode ser barrado pela necessidade de atualização na legislação. “Hoje temos o entrave legal da Convenção de Viena para o Tráfego Viário, de 1968, que determina que os veículos devem ser controlados por motoristas o tempo todo”, explica. 

Segundo ele, as empresas trabalham para que esta regulamentação seja revista, já que a ideia da direção autônoma é justamente garantir mais segurança nas estradas. Estima-se que 90% das colisões sejam causadas por falha humana. A expectativa é que a automação do carro possa diminuir drasticamente este índice. Prova disso é a redução do número de mortes em acidentes de trânsito nos países desenvolvidos, onde há maior penetração dos dispositivos de assistência ao motorista. Nos Estados Unidos a queda foi de 15% entre 2003 e 2013. Na Alemanha e no Japão as fatalidades diminuíram 18% e 30% neste período, respectivamente. 

Enquanto isso, nos países emergentes, onde as tecnologias do gênero ainda não têm presença, houve crescimento no número de acidentes com vítimas de 2003 a 2013. No Brasil a alta foi de 35%. Na Índia a expansão foi menor, de 20%. A ideia é que, com o aumento da presença da direção altamente assistida, estes números caiam gradativamente. Quando questionado sobre quem seria responsabilizado caso um carro autônomo se envolvesse em um acidente, Hoheisel mostrou estar determinado. “O nosso objetivo com o carro autônomo é alcançar zero acidente.” 

O desafio é grande. Afinal, mesmo que os modelos com a tecnologia sejam capazes de detectar qualquer risco iminente de colisão, há ainda a ação imprevisível das pessoas que estarão no controle dos carros que não são autônomos. A impressão é que, mesmo que a tecnologia necessária para que os veículos rodem de forma mais independente da atuação do motorista já seja realidade, o sonhado índice zero de acidente só poderá ser alcançado se todos os modelos em circulação forem equipados com algum sistema de comunicação que alerte os outros automóveis sobre qualquer problema ou risco.

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