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21/07 - México traz desafogo para montadoras brasileiras com exportação

No embalo da desvalorização cambial e do consumo recorde de carros no México, as montadoras brasileiras encontram nos vizinhos dos Estados Unidos combustível a uma inesperada reação das exportações após o tombo que, em 2014, levou os embarques da indústria nacional de veículos ao patamar mais baixo em doze anos.

Enquanto as vendas internas são as mais fracas desde 2007 e a Argentina, principal cliente do setor no exterior, cortou em quase 30% as importações de automóveis montados no Brasil nos últimos quatro anos, o consumo de veículos brasileiros no México, segundo destino internacional, avança 70,1% em 2015, o que significa retomar o padrão de dois anos atrás.

Diante do câmbio "mais amigável", do aumento de 22% na demanda por carros no país e da melhor previsibilidade de regras após a renovação, em março, do acordo que regula o comércio bilateral de veículos por mais quatro anos, montadoras que tinham praticamente abandonado o mercado mexicano estão voltando ou, ao menos, realizando embarques pontuais para lá.

Não bastassem as oportunidades criadas pela ascensão de um país que compra do exterior ¬ sobretudo do vizinho Estados Unidos ¬ 54% dos automóveis consumidos, os fabricantes brasileiros se beneficiam das crescentes restrições a importações de veículos usados no México, algo que favorece as vendas de novos em segmentos de entrada do mercado, onde está a maior "especialidade" das montadoras daqui.

Ao mesmo tempo em que o governo local tem fechado o cerco contra as importações ilegais e endurecido as regras contra a entrada de "latas velhas" no país, a Suprema Corte do México vem derrubando licenças pelas quais importadores conseguiam trazer carros pela fronteira do norte pagando menos impostos.

Em consequência disso, as importações de veículos usados no México ¬ em sua maioria, dos Estados Unidos ¬ já caíram 70% neste ano. É um "buraco" de 160 mil automóveis que alimenta agora a demanda por carros mais acessíveis como o Gol e o Palio.

Tanto a Fiat como a Volkswagen estão reforçando o portfólio de carros brasileiros destinados ao México. Os novos modelos incluem a picape pequena Strada, o sedã Grand Siena, e, até o fim do ano, o CrossFox e o subcompacto Up! ¬ os dois primeiros montados pela multinacional italiana e os dois últimos, pelo grupo alemão.

Na Fiat, os embarques ao mercado mexicano dos carros produzidos em Betim (MG) estão mais do que quadruplicando: saindo de 1,7 mil, no primeiro semestre de 2014, para 7,3 mil unidades em igual período de 2015.

A partir deste mês, a marca também começa a mandar ao país a versão esportiva do Uno, o Uno Sporting, e o Palio com câmbio automatizado.
A Fiat, que ficou quase três anos praticamente fora do mercado mexicano, atribui o retorno à maior competitividade do produto nacional, como efeito do câmbio, bem como à maior oferta de modelos e versões disponíveis à exportação para o país.

Maior exportadora de veículos no Brasil, a Volks vê um aumento de 22,5% das vendas do Gol ao México. Até junho, 7,1 mil unidades do modelo foram embarcadas. A tendência é que ganhe volume com a inclusão do CrossFox e do Up!, dois modelos de escala na lista de espera para embarque durante o segundo semestre.

Ainda que esteja longe de ser a "salvação da lavoura" para a indústria automobilística, cuja produção recua ao pior nível em quase uma década, o México ¬ para onde agora vão 13% dos veículos exportados ¬ mais os mercados da África do Sul, terceiro destino internacional, Peru e Chile puxam o crescimento de 16,6% do volume de carros que saem do Brasil em direção ao exterior neste ano.

Por enquanto, o desempenho supera com folga o avanço de apenas 1% previsto para o ano pela Anfavea, a entidade que abriga as montadoras brasileiras, e tem sido um refresco a um setor que tem convivido com paradas nas linhas de produção, afastamento de operários e demissões. Entre janeiro e junho, o setor faturou US$ 203 milhões com as vendas de veículos ao México, uma alta de 62,6%.

Nada que contribua, no entanto, para reverter a deficitária balança comercial da indústria de veículos, no vermelho pelo sétimo ano seguido. Enquanto as montadoras brasileiras vendem ao México carros compactos baratos ¬ a US$ 8 mil, na média ¬, os brasileiros, na direção contrária do fluxo comercial, importam de lá veículos de gamas mais sofisticadas, como utilitários esportivos e sedãs médios, pelo dobro do preço e em maior volume.

Na primeira metade do ano, o Brasil teve déficit de US$ 345,2 milhões nas trocas comerciais de carros, caminhões e ônibus com o México. Um ano atrás, o saldo negativo em igual período era ainda maior, de US$ 760,5 milhões.

De janeiro a junho, as importações de veículos mexicanos, que servem para complementar o portfólio das marcas produzido no Brasil, superaram as exportações em 11 mil veículos. (Valor Econômico/Eduardo Laguna)

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