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23/07 - Governo reduz meta fiscal, corta mais R$ 8,6 bi e fala em 9% de inflação

O governo brasileiro anunciou uma redução na meta de economia para este ano: de 1,1% para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, a meta cai de R$ 66,3 bilhões para R$ 8,747 bilhões --sendo R$ 5,831 bilhões da União e o restante para Estados e municípios. A meta foi estabelecida em 0,7% do PIB em 2016, 1,3% em 2017 e 2% em 2018.


Também foi anunciado um corte adicional de R$ 8,6 bilhões no Orçamento --em maio, o governo já tinha anunciado um corte de R$ 70 bilhões.


Além disso, o governo subiu sua projeção para a inflação em 2015: de 8,26% para 9%. E piorou a previsão de encolhimento da economia neste ano: de 1,2% para 1,49%.


Os anúncios foram feitos nesta quarta-feira (22) pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), durante apresentação do Relatório de Receitas e Despesas.


Redução da meta de economia


A meta de economia, chamada de superavit primário, indica quanto o governo deve poupar para pagar os juros da dívida e não deixar que essa dívida continue aumentando.


Alcançar a meta original foi ficando mais difícil já que o governo tem arrecadado menos com impostos, devido à desaceleração da economia. 


Em 12 meses até maio, último dado disponível, o país não tinha conseguido economizar nada. Pelo contrário: acumulou um deficit equivalente a 0,68% do PIB.


O ministro da Fazenda resistiu inicialmente a reduzir a meta por temer que enviaria o sinal errado aos mercados sobre o compromisso do governo com o ajuste fiscal.


Nesta quarta, Levy disse que a mudança não indica "abandono do ajuste fiscal", e citou o "compromisso" em garantir a disciplina das contas públicas. 


Barbosa, por sua vez, disse que a revisão da meta é "parte de uma política de responsabilidade de longo prazo" e que um projeto de lei propondo a mudança foi encaminhada ao Congresso. 


Ajuste fiscal


O governo vem tentando reequilibrar as contas públicas para evitar que o país perca o cobiçado grau de investimento, que indica aos investidores que o país é um bom pagador.


Porém, tem enfrentado dificuldade para aprovar as medidas de ajuste fiscal no Congresso.


http://economia.uol.com.br/

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