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20/08 - Segmento premium atrai montadoras

Valor Econômico


As montadoras alemãs investem cerca de R$ 2 bilhões na disputa pelo cobiçado segmento de veículos premium do Brasil. A expectativa é que essa fatia do mercado, que hoje representa apenas 2% de todo o setor automobilístico no país, triplique até 2020. Na China, a participação chega a 10% e na Europa é de 20%. Os resultados de vendas do primeiro semestre do ano justificam a aposta. Enquanto o mercado total caiu 20%, o segmento premium apresentou avanço de 16%. Mais: enquanto o mercado automobilístico brasileiro cresce à média de 3,5% ao ano, o de veículos acima dos R$ 100 mil cresce seis vezes mais. Os projetos de Mercedes­Benz, BMW, Volkswagen e Audi focam um consumidor com poder aquisitivo aparentemente imune às crises da economia.


A Mercedes­Benz investe R$ 500 milhões em uma nova fábrica para produzir 20 mil veículos por ano. A inauguração da planta em Iracemápolis (SP), está prevista para fevereiro de 2016. Serão produzidos os modelos Classe C e o GLA (USV). De janeiro a julho as vendas dos modelos premium da Mercedes­Benz cresceram 61%. A marca ostenta 34% de participação no segmento. “A Mercedes­Benz acredita no Brasil há 60 anos. É o maior produtor de veículos da América Latina instalado no país”, diz Dirley Dias, gerente sênior de vendas.


A Audi investe R$ 542 milhões para produzir no país o A3 Sedan e o Q3. Os modelos são fabricados na unidade da Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná. As vendas nos sete primeiros meses do ano cresceram 30%. A marca alemã identificou o país como um mercado­chave para o seu crescimento global. A linha de produção, com aportes de mais de R$ 500 milhões, está em fase final de implantação. Será inaugurada no segundo semestre, com a fabricação do A3 Sedan 1.4 TFSI Flex, primeiro da marca no mundo com a tecnologia.


A partir de 2016 começa a produção nacional do Q3. A capacidade máxima da linha será alcançada em 2020, quando serão produzidas 16 mil unidades por ano. Para o pós­vendas o aporte chega a R$ 12 milhões em dois anos e engloba a inauguração do centro de treinamento e competência e a expansão do centro de distribuição e peças. Já o centro de suporte técnico conta com uma equipe de engenheiros para oferecer apoio avançado aos mercados da América Latina, englobando um total de 29 países. Outros R$ 200 milhões foram destinados à ampliação da rede de revendas. A Audi saiu de 27 lojas em 2013 para fechar este ano com 50. Até 2020, a meta é chegar a 70 lojas em todas regiões do país.


O aporte na expansão da fábrica de São José dos Pinhais também atende à produção do novo Golf, um dos modelos premium da Volkswagen. O projeto representa mais um passo no processo de globalização tecnológica do grupo Volkswagen no Brasil, iniciado em 2012 com a introdução da nova arquitetura eletrônica dos modelos Novo Gol e Novo Voyage. Neste mês começam a chegar às concessionárias as primeiras unidades do Novo Jetta, o outro veículo da categoria premium da montadora alemã, produzidas na fábrica de Anchieta, em São Bernardo do Campo, São Paulo, que recebeu investimento de R$ 10 milhões em novas tecnologias.


“A BMW investe 200 milhões de euros (R$ 760 milhões) na unidade produtiva de Araquari, em Santa Catarina”, informa Vladimir Mello, gerente sênior de comunicação corporativa. A fábrica foi inaugurada no fim do ano passado. Até setembro o projeto estará concluído com o início da operação das áreas de soldagem, pré­tratamento e pintura.


A montadora foi uma das primeiras a anunciar a instalação de uma unidade no país depois do lançamento do programa InovarAuto. A fábrica iniciou a produção em setembro de 2014. Já saem das linhas de montagem quatro modelos: BMW Série 3, BMW X1, BMW Série 1 e BMW X3. Até o fim deste ano o MINI Countryman também será produzido no Brasil. São fabricados hoje 55 veículos por dia (em média) e a previsão para o ano é produzir cerca de 13 mil unidades. (Valor Econômico/Paulo Vasconcellos)

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