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24/09 - Engenharias preparam veículo de 2050

Carros mais limpos, inteligentes e autônomos serão as três principais características dos veículos em 2050 e para os quais as engenharias da cadeia automotiva de todo o mundo já se preparam para construir hoje o que será o carro do futuro. “Pode não parecer, mas 2050 não está tão longe quanto imaginamos. As transformações ocorrerão em uma velocidade cada vez maior e o papel dos engenheiros é o de conduzir esta inovação”, declara o futuro presidente da SAE Internacional, Cuneyt L. Oge, que assumirá o cargo em 2016. Ele abriu os trabalhos da sessão internacional do 24º Congresso SAE Brasil, realizado na quarta-feira, 23, em São Paulo.

Diversos fatores vão alavancar tais mudanças. Muito do que se prospecta ser a tecnologia do futuro da mobilidade está primeiramente ligada à matriz energética: “Nos últimos 50 anos temos falado sobre a evolução dos motores a combustão. Pela primeira vez na história isto está mudando. Só nos Estados Unidos são 76 alternativas existentes de motores e estamos falando de híbridos, elétricos e, mais recentemente, células de hidrogênio.” 

Dados da OCDE citados por Oge apontam consumo cada vez menor do petróleo em todas as partes do mundo. “Talvez tenhamos chegado ao pico da demanda de consumo e não do petróleo, porque o mundo ainda produz muito.” Os compromissos dos governos sobre reduzir drasticamente as emissões poluentes também são fatores fundamentais para dar espaço às novas tecnologias de motorização, uma vez que o setor de transporte responde por 20% a 30% do total da poluição do mundo. As exigências sobre os níveis de emissões de CO2 indicam que a média mundial tenha que diminuir 30% em 2030 e 80% em 2050 sobre dados colhidos em 2005. Oge alerta que para atingir tal feito, cada carro que rodará em 2050 deverá consumir algo como 1,3 litro de combustível a cada 100 km. “É impossível, não conseguiremos, embora em 2020 haverá convergência das metas de emissões entre vários países”, aponta.

Tal cenário é a oportunidade para o crescimento de novas matrizes. Segundo Oge, a nova necessidade por carros mais limpos criará a demanda necessária para que o veículo elétrico obtenha custo total equivalente ao modelo atual de combustão, o que deve acontecer já em 2020, projeta o executivo. Ele também indica que muitos investimentos já são feitos em novos materiais e que em 2030 a indústria estará muito mais avançada nesse sentido. 

Também há de surgir importantes mudanças na cadeia de valor: “A cadeia baseada na eletricidade é muito mais barata, isso criará uma nova zona de players tentando ver o que fazer e onde estarão as maiores valorizações para o mercado como um todo. Haverá muita concorrência no futuro. Novos modelos de negócio vão surgir e as montadoras estarão muito mais preocupadas em fornecer não só o ‘hardware’ mas também o serviço e o pós-venda ganhará outra esfera nos negócios”. 

Novas entrantes nessa cadeia de valor e de produção já são consideradas no presente. Google, Apple, Tesla, só para citar algumas, não são fabricantes de veículos, mas são vistas como fortes parceiros ou mesmo concorrentes neste advento da era do carro conectado ou mesmo do carro compartilhado, tendências que segundo Oge não têm mais volta. Dados de uma pesquisa apresentada por ele revelam que 81% dos entrevistados na Índia comprariam carros fabricados por empresas de tecnologia, enquanto na China esse número é de 74%. O Brasil aparece em terceiro lugar, com 63% de aceitação. “É um país extremamente aberto a novas tendências e talvez seria um pioneiro neste sentido. Também temos a questão da vida e trabalho conectados. As gerações mais novas não querem ter carro, não querem entrar em contato fisicamente, pois podem fazer isso vitualmente.” 

Por fim, ele reforça a importância da SAE Brasil no contexto, que como membro de uma associação mundial, está atenta a todo esse movimento. “Devemos prezar pelos benefícios que tudo isso trará para a sociedade. Penso em quantas pessoas morrem por ano em todo o mundo vítimas de acidentes por veículos desgastados, com defeitos ou mesmo aquelas vítimas de doenças. Este não é um pensamento altruísta, essas soluções são economicamente palpáveis: calcula-se que haverá um benefício equivalente que pode chegar a US$ 1,3 trilhão em 2050 somando economia em combustíveis, custo de produção, manutenção veicular e com tratamentos de saúde para doenças relacionadas à poluição.”


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