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25/09 - Montadoras querem previsibilidade para planejar retomada

Regras claras de ajuste fiscal e uma nova política econômica trariam mais segurança para o planejamento de 2016 e de anos seguintes, uma vez que 2015 é dado como perdido para as montadoras de veículos comerciais, concordam seus representantes que participaram dos painéis Caminhões e Ônibus durante o terceiro e último dia do 24º Congresso da SAE Brasil, realizado na quinta-feira, 24, em São Paulo. O segmento de transporte de cargas e de passageiros é sem dúvida o que tem sofrido maior impacto na retração do mercado de veículos, que começou em 2014 e vem intensificando ao longo dos últimos meses.

“Até agora não sabemos como será 2016 porque o País necessita estabelecer regras mais claras para a retomada rumo ao crescimento. Temos uma responsabilidade muito grande sendo um dos principais setores da indústria, que gera milhares de empregos. Acredito que como líderes, precisamos chacoalhar, chamar a atenção e alertar: se continuar assim, só vamos piorar. Sou extremamente otimista. Acredito firmemente no potencial do Brasil, não tenho dúvida que a retomada vai acontecer”, declarou Phillipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz no Brasil.

Por sua vez, Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America e presidente desta edição do Congresso SAE Brasil, também reafirmou sua expectativa positiva, mas não soube datar alguma reação do mercado e da economia: “Já vivi 17 crises, esta é a 18ª. A única certeza que se tem é que elas vêm e vão. Quando essa vai? Pela complexidade, é difícil julgar, porque o que temos hoje é uma combinação de crise política com crise importada”.

Cortes relembra que há anos atrás, projetou um mercado nacional de 200 mil caminhões, época em que as vendas não passavam de 70 mil. “Chegamos a número extraordinário de 171 mil unidades há pouco tempo e hoje, coincidentemente, nosso volume deve ficar na casa dos 70 mil. Não me considero um otimista, mas sou uma pessoa esperançosa e crente neste País. Continuo afirmando os 200 mil e espero que seja entre os próximos 3 e 5 anos. E quando a economia começar a voltar, vamos retomar muito rapidamente.” Cortes fala sobre fatores que devem ser priorizados para alcançar tal cenário esplendoroso, como a infraestrutura. Diferente de mercados maduros, como a Alemanha, que tem 100% das suas vias asfaltadas, o Brasil registra apenas 13% de asfalto em sua área, das quais boa parte em péssimas condições de rodagem. Além disso, a frota envelhecida, que tem duas vezes a idade que deveria ter. “Só a renovação da frota antiga geraria incremento de 30 a 50 mil novos veículos”, afirma.

Para ele, o Brasil voltará a ser um mercado que atrairá investimentos. “O mundo não tem muitos lugares para inserir dinheiro e fazê-lo render.” Alinhado ao discurso do presidente da MAN, o presidente da DAF, Michael Kuster, que assumiu o cargo há quase seis meses, reafirma que o potencial brasileiro ainda chama a atenção de grandes companhias globais, caso da Paccar, empresa norte-americana e dona da DAF, além de Kenwort e Peterbilt.

“Acredito que a renovação seja fundamental para este cenário e nossa estratégia está justamente focada em um produto de valor que é adequado à necessidade brasileira. Nosso desafio é mostrar ao cliente, já acostumado com marcas tradicionais, que temos a oferecer um bom produto, com baixo consumo, uma vez que combustível é dos maiores custos de uma frota, e que não quebre, garantindo a operação e produtividade. E é essa aposta que nos fará chegar à meta de market share de 3,5% este ano, nós que somos recém-chegados a este mercado.”

Os painelistas concordam que este é um ano muito mais de sobrevivência do que qualquer outra característica. “Ter fornecedores juntos é uma vantagem, quando consideramos o consórcio modular em nossa fábrica de Resende, mas dada a queda deste ano, todos sofremos, afinal, no começo do ano, projetávamos um ano ‘normal’, e não uma queda de 50% e que piora cada mês”, desabafou Cortes.

Sobre câmbio, Schiemer comemora os benefícios da atividade com a alta do dólar perante o real e aponta a necessidade de buscar mais mercados: “Infelizmente, toda a América Latina está em queda, exceto o Peru que cresce 40% este ano. Isso indica que temos que retomar a atividade para outros países, em nosso caso, a África e o Oriente Médio. Sem dúvida, a exportação vai melhorar nos próximos anos, porque o dólar ajuda, mas não vai compensar a queda do mercado interno”.

Para Kuester, é preciso também dar condições para o pequeno cliente ou o autônomo: “Precisa acontecer para validar a renovação de frota. Os bancos não estão dando crédito para este tipo de cliente e é preciso um olhar mais profundo para esta causa”.


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