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22/10 - Entidades defendem medidas alternativas para combater crise


A Força Sindical declarou que a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) em manter a taxa Selic em 14,25% é extremamente perversa para os trabalhadores.


“O governo continua colocando uma trava no desenvolvimento e no crescimento econômico do País. Essa política econômica não funciona mais”, disse, em nota, o presidente da entidade, Miguel Torres.


O presidente disse que a postura conservadora do governo vem minando uma esperança de recuperação ainda este ano. Segundo a Força, a política atual resulta em queda da atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumenta o desemprego, diminui a capacidade de consumo das famílias e compromete o crescimento.


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“Vale destacar que juros altos sangram o País e inviabilizam o desenvolvimento. O mercado de trabalho tem diminuído o ímpeto da geração de empregos ao mesmo tempo em que a indústria tem piorado seu desempenho nos últimos meses”, acrescentou Torres.


Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o rápido aumento do desemprego e a retração acentuada da atividade econômica devem ter colaborado para a decisão de manutenção da taxa pelo Copom.


“Mesmo com a inflação ainda elevada – quase 10% em 12 meses –, a pressão recente exercida pela alta do dólar e a deterioração das expectativas para a inflação do ano que vem – que já se aproximam do teto da meta –, na balança do Banco Central prevaleceu o bom senso”, declarou em nota.


A entidade avalia que, sem a colaboração da política fiscal, a política monetária tende a perder sua eficácia e o país corre o risco de ter de conviver com estagnação da economia, juros altos e inflação elevada, uma “combinação perversa que prejudica especialmente a população mais pobre e o setor produtivo, e coloca em risco as conquistas sociais obtidas na última década”.


De acordo com a FecomercioSP, apesar do agravamento da crise, o governo ainda não conseguiu se articular e apresentar um plano consistente de ajuste das contas públicas. “É hora de assumir equívocos passados e aceitar os custos políticos de reformas urgentes, sem apelar para novos aumentos de impostos – que resultariam apenas em recessão e inflação, sem garantia de aumento da arrecadação”.


Pela segunda vez seguida, o Banco Central não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Copom manteve hoje (21) a taxa Selic em 14,25% ao ano. Os juros básicos estão neste nível desde o fim de julho.


http://exame.abril.com.br/economia


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