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20/11 - GM vai vender nos EUA veículos feitos na China

The Wall Street Journal Americas


 


A General Motors Co., que assinou recentemente um novo contrato com o sindicato da indústria automobilística dos Estados Unidos que deve elevar seus custos trabalhistas, planeja se tornar a primeira grande montadora a vender carros produzidos na China para o mercado americano.


 


A maior montadora dos EUA em vendas planeja iniciar a comercialização do Buick Envision, um utilitário esportivo de médio porte produzido na província de Shandong, no início de 2016, segundo pessoas a par do plano. A medida deve acrescentar um terceiro utilitário esportivo à sua linha de Buicks nos EUA em um momento em que esses modelos estão entre os mais vendidos no mercado.


 


Inicialmente, a empresa espera importar um número modesto — entre 30 mil e 40 mil — por ano. Mas isso sinaliza o início de uma mudança estratégica na produção para a gigante de Detroit e um teste ousado que pode ser copiado por outras montadoras, que já vêm afirmando que podem adotar tal mudança.


 


Há muito tempo a montadora estrangeira que mais vende na China, a GM tem mantido no mercado interno toda sua produção de veículos no local para atender à explosiva demanda. Mas com o crescimento das vendas diminuindo e o gosto dos chineses por carros convergindo com o dos americanos, o potencial para mais importações da China pela GM e outras montadoras pode florescer.


 


As montadoras globais têm sido lentas na exportação de veículos chineses para os EUA e Europa, temendo que os compradores ocidentais os rejeitem devido a preocupações com qualidade. A Volvo Car Corp., uma pequena montadora de propriedade da chinesa Zhejiang Geely Holding Group Co., foi a primeira a desafiar essa suposição e começar a exportar sedans de uma fábrica na China para os EUA no início do ano.


 


A chegada dos Buicks fabricados na China em solo americano deve irritar o poderoso sindicato que representa os trabalhadores da indústria nos EUA, o United Auto Workers, que recentemente teve dificuldade em conseguir apoio de seus membros para acordos trabalhistas de quatro anos, em parte devido à expectativa de garantias de produção nos EUA. Em meados do ano, com o aumento dos rumores de que a GM estava considerando importar veículos da China, o sindicato considerou a possibilidade preocupante.


 


Entretanto, o sindicato e a GM discutiram a medida durante as negociações recentes e parecem ter chegado a um acordo. Dirigentes do sindicato foram golpeados duramente nos últimos meses com notícias de que a produção de alguns carros de passageiros menores e menos lucrativos irá migrar para as fábricas mexicanas durante a vigência do contrato trabalhista de quatro anos.


 


Em 2011, os dirigentes do sindicato concordaram em um contrato salarial que gerou grandes bônus para os sindicalizados e criou dezenas de milhares de empregos nas fábricas. Este ano, eles conseguiram contratos muito mais valiosos que devem solapar decisões de investimentos e levar os executivos de Detroit a considerar opções de produção de baixo custo.


 


Executivos da GM com conhecimento do plano afirmaram que a importação do Buick Envision vai preencher uma lacuna na linha de produção da marca e não é uma medida de redução de custos. À medida que a fatia de mercado da montadora caía e a Chevrolet se firmava como uma marca popular de massa, a presença do Buick no mercado americano recuou. Os volumes de vendas da marca nos EUA vêm se recuperando nos últimos anos, graças a modelos mais atraentes e um ritmo quase recorde de demanda por veículos leves.


 


Nos EUA, o modelo mais popular do Buick é um utilitário pequeno chamado Encore, que é produzido na Coreia do Sul. A GM tem usado suas fábricas coreanas para produzir veículos baratos por mais de dez anos, mas ultimamente ela tem repensado a estratégia devido ao aumento dos custos trabalhistas na Coreia.


 


O segundo modelo da marca mais vendido nos EUA é o Enclave, utilitário maior fabricado em Michigan. Ao adicionar um terceiro utilitário à linha, a GM pode acelerar a aposta da Buick em roubar espaço de outras marcas de carros de alto padrão como o Acura, da Honda Motor Co., ou o Lincoln, da Ford Motor Co.


 


Jerry Seiner, vendedor de Buicks de Salt Lake City, diz que os clientes estão muito menos preocupados em dirigir carros feitos na China e outros países hoje do que no passado. Ele acredita que um Buick produzido na China venderia bem nos EUA se ele atender aos padrões de qualidade que os clientes esperam.


 


“Eu não acho que exista hoje a negatividade que poderia haver quando as pessoas falavam em produzir carros no México e na Coreia” anos atrás, diz Seiner.


 


Rich Walicki, executivo da Jim Winter Buick, de Jackson, no Estado americano de Michigan, diz que há uma necessidade clara na linha Buick por um utilitário de tamanho médio para famílias jovens com filhos. “É uma lacuna expressiva para ser preenchida e nós adoraríamos ter o Buick”, diz Walicki.


 


A Buick tem importado com sucesso o modelo menor Encore e os clientes receberiam bem um veículo um pouco maior com mais potência, diz ele. Uma minivan Buick que é vendida hoje na China também impulsionaria a linha de produtos da GM, já que a empresa atualmente não possui um veículo nesse segmento, diz.


 


Enquanto as vendas da Buick caíam nos EUA há alguns anos, elas cresciam rapidamente na China, agora o maior mercado para carros novos do mundo. Hoje a Buick é uma das duas marcas principais da GM na China e é responsável por cerca de 35% das vendas em volume lá — bem acima da Chevrolet, Baojun ou Cadillac.


 


Nos EUA, as vendas da Buick representam cerca de 7% do volume total da montadora. Em outubro, a China vendeu mais de 100 mil Buicks, ante menos de 19 mil nos EUA.


 


O principal sócio chinês da GM no setor de carros de passageiros, a SAIC Motor Corp., terá um papel significativo em uma iniciativa de US$ 5 bilhões para desenvolver carros mais competitivos para os mercados emergentes, incluindo a Índia. E os executivos estão procurando elevar a popularidade das marcas Chevrolet, Cadillac e Baojun. (The Wall Street Journal Americas/Gautham Nagesh)

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