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27/11 - Com reposição em alta, produção de pneus tem reação

Valor Econômico


 


Apesar da crise de poucos precedentes enfrentada pelos clientes da indústria de veículos, a produção nas fábricas de pneus voltou a crescer neste ano, após ficar estagnada em 2014. De janeiro a outubro, quase 58 milhões de unidades saíram das 20 fábricas de pneus do país, 2,6% a mais do que o volume de igual período do ano passado, conforme balanço da Anip, entidade que representa o setor.


 


As forças por trás do desempenho positivo são, de um lado, os bons resultados do mercado de reposição e, de outro, a substituição de produtos importados por nacionais, uma consequência da desvalorização do real.


 


Principal canal de vendas dessa indústria, o “aftermarket”, como também é conhecido o mercado de reposição, absorve 63% do total despachado neste ano ­ em 2010, respondia por 45% ­, ou um volume que, até o mês passado, beirou os 38 milhões de pneus. Frente ao volume de 2014, o crescimento alcançado só nesse segmento foi de 10,5%, num reflexo dos maiores gastos na manutenção de uma frota de veículos que quase dobrou de tamanho na última década.


 


Num ambiente de recessão econômica, o consumidor, ao invés de investir pesado e comprometer o orçamento na compra de um carro novo, prefere, muitas vezes, gastar bem menos na manutenção do automóvel em uso, o que inclui a troca dos pneus. A mesma lógica vale para empresas transportadoras que estão adiando investimentos em frotas de caminhões.


 


Por esse motivo ­ e beneficiando-se também do maior número de automóveis em circulação no país ­, peças de reposição têm, em geral, conseguido crescer na contramão dos resultados frustrantes dos chamados equipamentos originais, os que são fornecidos diretamente a montadoras, cuja produção encolhe mais de 21%.


 


No caso da indústria de pneus, os volumes gerados pela troca do produto avançam de forma ininterrupta desde 2007, passando a ser o pilar que tem sustentado o setor há dois anos, período em que os pedidos dos fabricantes de carros degringolaram.


 


Há, porém, dúvidas se esse movimento já não estaria se aproximando do esgotamento, levando­se em conta que o número de carros novos adicionados à frota, e que precisarão de manutenção no futuro, caiu abruptamente após 2012, último ano de recorde nas vendas de automóveis. “Na minha visão, não vamos crescer muito mais”, diz Alberto Mayer, presidente da Anip.


 


Para a entidade, os primeiros sinais de acomodação devem surgir no ano que vem, acentuando­se em 2017, quando o mercado de reposição também irá refletir o tombo observado neste ano nas vendas de veículos zero quilômetro.


 


“Se considerarmos que, na média, o brasileiro troca os pneus após um ano e meio de uso do carro, e que as vendas de automóveis estão fracas, tudo indica que 2017 vai ser muito ruim”, prevê Mayer.


 


Enquanto a expansão da frota ampliou a demanda por pneus de reposição, a desvalorização cambial, ao encarecer as importações, abriu o caminho para a indústria brasileira recuperar espaços perdidos à concorrência estrangeira, sobretudo chinesa, na disputa por esse filão. Desde janeiro, as importações de pneus, que no ano passado responderam por 40% do consumo doméstico, já caíram 26,9%.


 


Por outro lado, revendedores de pneus, representados pela Abrapneus, relatam agressividade de seus fornecedores ­ ou seja, as fábricas ­ no abastecimento direto a grandes frotas, supermercados e lojas de departamento para escoar pelo ainda pujante “aftermarket” uma produção que não vem sendo absorvida pelas montadoras.


 


Citando um estudo encomendado à empresa de pesquisas GfK, a Abrapneus, representante de aproximadamente 5 mil pontos de venda, diz que metade dos revendedores espera ter queda de faturamento neste ano. Entre outros motivos, o pessimismo é atribuído as vendas diretas dos fabricantes.


 


A Abrapneus informa que tem buscado diálogo com a Anip na tentativa de “organizar” a cadeia: da produção à comercialização dos pneus. Já Mayer, presidente da Anip, diz que as vendas diretas correspondem a um dos canais explorados pela indústria, mas que não tem observado uma movimentação atípica nessas transações.


 


Na direção oposta das vendas de reposição, as compras de pneus pelas montadoras recuam 22,8% em 2015, dada a pior produção de veículos em nove anos. A despeito da valorização do dólar, os embarques de pneus produzidos no Brasil encolhem 6,9%, em igual período. De acordo com a Anip, o setor vem perdendo a briga com a concorrência chinesa nos mercados vizinhos, sobretudo na Argentina, principal destino. (Valor Econômico/Eduardo Laguna)

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