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16/12 - Montadoras se dividem sobre vantagens do impeachment

Valor Econômico


 


O impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em análise na Câmara dos Deputados, divide opiniões na indústria de veículos sobre as vantagens de uma mudança de rumo na política brasileira. Em declarações públicas, dirigentes das montadoras têm fugido do assunto, mas, nos bastidores, não falta quem simpatize com a ideia de um governo de transição encabeçado por Michel Temer (PMDB).


 


Por outro lado, também há quem duvide da capacidade de Temer comandar o país tendo adiante a ruidosa oposição do PT, percepção compartilhada inclusive entre interlocutores do setor nas negociações com o Planalto.


 


Em comum, todos cobram uma solução rápida ao impasse político, sob o risco iminente de a recessão se tornar uma depressão econômica, adiando ainda mais a retomada da confiança dos consumidores.


 


Se é verdade que poucos setores da indústria receberam tantos benefícios quanto as montadoras desde que Lula chegou ao poder, também é certo que a indústria automobilística está entre as que mais sofrem na atual conjuntura de crise econômica, em grande parte agravada pelas turbulências na política.


 


A partir da crise financeira internacional de 2008, a desoneração do automóvel sustentou a sucessão de recordes nas vendas de carros e, depois disso, a edição do novo regime automotivo, em outubro de 2012, fechou portas a veículos importados, que começavam a “invadir” o país no ano anterior.


 


Entretanto, o humor de diretores das montadoras azedou com o desmonte de benefícios na esteira do ajuste fiscal.


 


Além do fim dos descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), secaram­se as compras públicas de caminhões e ônibus, bem como tornou­se mais caro o financiamento desses veículos comerciais pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Num contexto de recessão econômica, o resultado disso foi a perda de um quarto do tamanho que o mercado tinha em 2014.


 


Daí vem a irritação manifestada recentemente pelo presidente da Mercedes­Benz, Philipp Schiemer, ao classificar como “incompetência total” do governo a confusão criada com as idas e vindas nos financiamentos pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), fechados no fim de outubro, porém reabertos duas semanas depois ­ o que paralisou o mercado por um mês inteiro. Assim como Schiemer, o chefe dos negócios da Audi no país, Jörg Hofmann, já criticou publicamente a falta de liderança política do governo.


 


Não são poucas as vezes em que empresários demonstram insatisfação com a presidente Dilma, mas a vantagem de ter uma presidente despejada de seu cargo não parece ter uma leitura tão consensual. Questionado sobre as implicações do processo, Luiz Moan, presidente da Anfavea, a associação que representa as montadoras, foi pragmático e, de certa forma, deu uma declaração de respaldo ao governo no fogo cruzado com a oposição em Brasília. Para ele, o pedido de impeachment acolhido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), agravando tensões políticas, tende a causar prejuízo à economia brasileira, que “não aguenta mais ter questões políticas atrapalhando seu desempenho”. (Valor Econômico/Eduardo Laguna)


 


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