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18/12 - “Exportação voltou para o radar das empresas”

O Estado de S. Paulo


Cotado como um dos possíveis substitutos para a vaga de Joaquim Levy na Fazenda, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, está otimista em relação a 2016. Em entrevista exclusiva ao Estado, o ministro disse esperar que a situação política possa ser resolvida em um horizonte curto e vê oportunidades para a indústria e os exportadores no próximo ano. “O câmbio está nos dando uma oportunidade, uma janela. As empresas voltaram a colocar as exportações no radar”, afirmou. Na entrevista, concedida em seu gabinete na quarta­feira, antes de seu nome ser ventilado como uma possibilidade para o ministério da Fazenda, Monteiro afirmou que o Brasil não pode ter um déficit primário pelo terceiro ano consecutivo em 2016. “O sinal que tem que ser muito claro, inequívoco, é de que o governo tem claramente o compromisso em gerar um superávit primário”. O ministro prevê um saldo da balança comercial em torno de US$ 35 bilhões no próximo ano, e de cerca de US$ 17 bilhões neste ano. Leia os principais pontos da entrevista:


O Brasil está passando por uma crise política complicada. Como isso afetou a parte econômica?


A questão política ao longo do ano prejudicou muito, não apenas porque o processo do ajuste fiscal foi extremamente prejudicado no seu ritmo, mas na própria amplitude do ajuste. Com esse cenário político conturbado, o Congresso não respondeu de forma mais tempestiva à própria necessidade do ajuste. Ficamos assim com um processo que não se completou. Você tem as dores do ajuste, sem ter completado o processo. É um cenário muito complicado, muito difícil. Esperamos que tenha uma solução para esse processo.


 


E para o comércio exterior?


Procuramos trabalhar do lado do setor externo, que sem nenhuma dúvida é um canal muito interessante e vai ser muito mais em 2016.


As exportações já tiveram um desempenho razoável neste ano, mas digo com muita segurança que em 2016 a gente vai ter uma perspectiva muito boa, porque as empresas voltaram a colocar a exportação no radar. Esse câmbio está nos dando uma oportunidade, uma janela. No lado do acesso a mercados tem uma série de coisas que foram plantadas e vamos colher. A retomada da exportação pelo setor automotivo é uma coisa muito interessante.


 Tem o câmbio ajudando, mas essa instabilidade na política e econômica não faz o investidor esperar o que vai acontecer?


É evidente que eles estão olhando essa coisa do curto prazo, mas o investimento se define a partir de uma visão muito mais longa, um horizonte mais largo de tempo. De uma maneira geral, as empresas mantêm seus planos de investimentos. Podem estar ajustando um pouco a velocidade. Um dado muito importante é que o câmbio, no sentido de um câmbio mais amigável para o setor exportador, a meu ver veio para ficar. As multinacionais já estão começando a olhar o Brasil como uma plataforma para a exportação para a América Latina. Muitos planos de exportação foram reativados.


 


Esse cenário esperado de investimentos e de melhoria das exportações muda com o rebaixamento da nota de crédito pelas agências de risco?


Já temos algo precificado. Acho que o câmbio vai continuar tendo uma flutuação normal, sem nenhum movimento artificial na taxa, e há uma tendência no sentido de que possamos ter um reflexo da mudança da política monetária nos EUA. A gente tende a ter uma flutuação na direção da desvalorização aqui, na minha avaliação. Não vejo nenhum elemento em relação ao câmbio que possa significar uma volatilidade muito grande. Acho que vamos continuar a ter um câmbio que estimula as exportações, isso é o mais importante. A questão da meta, discutida no Congresso Nacional, pode pesar ou não na saída do ministro da Fazenda Joaquim Levy.


O que posso dizer sobre essa questão numérica da meta é que o grande sinal que precisa ser dado é que o Brasil não pode ter déficit primário pelo terceiro ano. Agora o sinal que tem que ser muito claro, inequívoco, é de que o governo tem claramente o compromisso em gerar um superávit primário.


A balança se recuperou neste ano em termos de saldo comercial, mas muito desse resultado foi em questão da retração das importações por causa da situação econômica do país. O que dá para avançar nessa questão do comércio exterior em 2016?


O desempenho da exportação foi um aumento no volume de 9%, o que está muito acima da média mundial neste ano. Em valor, devemos ter queda de 13% a 14% na exportação porque o preço das commodities, que tem peso na nossa pauta de exportação, caiu bastante. Se tivéssemos em minério, soja e petróleo os preços de 2014, teríamos gerado uma receita adicional de US$ 22 bilhões. Mesmo países como a Alemanha, EUA tiveram queda, porque o comércio global diminuiu de ritmo fortemente com a desaceleração da china. Nesse contexto, o Brasil tem um aumento de volume maior do que a média de comércio global, mesmo com essa queda nos preços da commodities. Do lado das importações, a queda realmente foi muito acentuada.


 Qual o prognóstico para o saldo neste e no próximo ano?


Já estamos em US$ 15,8 bilhões, acho que em torno de US$ 16,5 bilhões a US$ 17 bilhões. Olhando 2016, eu sou muito otimista. Acho que amos começar no grupo de manufaturados com um aumento nas exportações, e não vislumbro um ano pior paras commodities que temos hoje. Acho até que há a possibilidade do lado das commodities agrícolas ter até uma certa recuperação de preços. As projeções mais conservadoras para o saldo da balança em 2016 estão apontando US$ 30 bilhões para o ano que vem e há projeções que indicam possibilidade de até US$ 50 bilhões. Eu vou ficar no meio do caminho, com US$ 35. Acho que é um resultado bastante razoável, que permitiu já neste ano que o déficit nas transações correntes caísse muito. (O Estado de S. Paulo)

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