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14/01 - Indústria automotiva lidera importações

Mesmo com o tombo severo das vendas domésticas e produção em 2015, a indústria automotiva continua a ser um dos setores quelidera as importações feitas pelo País, considerando veículos acabados e componentes para sua fabricação. Houve quedas expressivas nos valores em dólares tanto das compras como das vendas externas, o que é explicado pela retração da economia e também pela desvalorização do real, que teve efeito duplo: incentivou as empresas a importar menos, mas ao mesmo tempo reduziu o valor em dólares das exportações. 

De acordo com os dados de 2015 divulgados este mês pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento (MDIC), as compras dos principais produtos trazidos do exterior pela indústria automotiva somaram US$ 15,3 bilhões, contra exportações no mesmo período de US$ 12,8 bilhões, registrando assim déficit anual setorial de US$ 2,5 bilhões. Esses números são parciais, tendo em vista que a Secex só especifica os 100 itens mais importados e os 100 mais exportados por ordem decrescente de valor. 

Quando a conta é feita com as 250 empresas que mais importaram e exportaram durante 2015, considerando só as indústrias dedicadas ao setor automotivo, as importações aumentam para US$ 18,8 bilhões, valor que representa 11% do total de compras externas do País no ano. As exportações dessas empresas totalizaram US$ 13,1 bilhões, representando porcentual bem menor, de 7% de tudo que o Brasil vendeu a outros países. O balanço perfaz déficit setorial de US$ 5,7 bilhões. 

Os fabricantes de veículos leves e pesados, por larga margem, são os maiores importadores do setor: 17 montadoras, que figuram na lista das 250 empresas que mais importam, compraram juntas no ano passado US$ 13,8 bilhões em carros prontos e componentes. Na mão contrária, constam 13 fabricantes na lista de exportações, que soma US$ 8,8 bilhões, o que configura déficit comercial de US$ 2,8 bilhões. 

TOYOTA LIDERA IMPORTAÇÕES

A maior importadora do setor, pelo segundo ano consecutivo, foi a Toyota, que comprou US$ 1,9 bilhão. Mesmo com a queda de 26,2% no valor importado na comparação com 2014, a montadora continuou na quinta posição na lista das empresas que mais importaram em 2015. A diferença para as exportações é abissal: a Toyota figura apenas na 36ª colocação na tabela geral e foi a quarta fabricante de veículos que mais exportou no ano, com vendas externas de US$ 919 milhões, que cresceram 2,5%, mas não o suficiente para evitar o expressivo déficit de US$ 1 bilhão, o maior da indústria automotiva. 

Entre as 17 fabricantes de veículos na lista das maiores importadoras do País, só uma registrou aumento das importações, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), provavelmente pelo maior volume de compras externas gerados pelo Polo Automotivo Jeep, inaugurado em 2015 em Pernambuco. O valor importado chegou a US$ 1,53 bilhão, em crescimento de 18,6% sobre o ano anterior, foi o terceiro maior do setor, atrás de Toyota e Ford. Contudo, a FCA também foi a terceira maior exportadora, com vendas de US$ 1 bilhão, atrás somente de Volkswagen e Ford. Ainda assim, não foi suficiente para compensar a alta das importações e a FCA registrou déficit comercial de US$ 528 milhões, o segundo maior, só perdendo para a Toyota. 

Fabricando produtos mais globalizados, a Ford ficou em segundo lugar tanto em importações (US$ 1,56 bilhão, em queda de 33,8%) como em exportações (US$ 1 bilhão, baixa de 10,5%). Mas não fugiu do saldo negativo de US$ 509 milhões, o terceiro maior do setor. 

A Volkswagen continuou a ser a maior exportadora do setor automotivo brasileiro em 2015, mas ainda assim aparece apenas na 25ª posição na lista das empresas que mais exportaram no ano. A montadora vendeu o total de US$ 1,3 bilhão, valor que cresceu 12,2% sobre 2014, mas ainda assim seu saldo comercial ficou negativo em US$ 203 milhões, pois suas importações somaram US$ 1,5 bilhão. A VW foi a quarta maior importadora do setor. 

A General Motors foi a única montadora que conseguiu aumentar suas exportações em nível parecido com o da Volkswagen. As vendas externas cresceram 11%, para US$ 901 milhões, fazendo da GM a quinta maior exportadora entre as montadoras, mas o valor não foi suficiente para compensar as importações de US$ 1,14 bilhão, que mesmo em queda de 16,7% sobre 2014, contabilizaram déficit US$ 244 milhões. Alguns fabricantes de caminhões e ônibus registraram os melhores resultados da balança comercial do setor automotivo. Dos 13 fabricantes de veículos que figuram na lista dos maiores exportadores de 2015, apenas dois, Scania e Volvo, registraram saldo positivo em suas contas de comércio exterior. O maior superávit foi da Scania, de US$ 367 milhões, considerando exportações de US$ 756 milhões, que mesmo em baixa de 7,2% sobre 2014 superaram as importações de US$ 389 milhões, reduzidas em 45,6% na comparação com o ano anterior. 

A Volvo obteve saldo positivo de US$ 104 milhões com exportações de US$ 522 milhões, em leve alta de 0,27%, e importações de US$ 418 milhões, em baixa de 50,2%. 

A Iveco registrou o maior crescimento porcentual de exportações, com alta de 25,3%, mas sobre base de comparação muito baixa. Ainda assim a fabricante contabilizou déficit comercial de US$ 69 milhões, fruto de exportações de US$ 189 milhões e importações de US$ 258 milhões, com forte retração de 48,3% sobre 2014. 


http://bit.ly/231bdRf

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